🗓️ Quinta-feira, 5 de Março de 2026

🌍 GEOPOLÍTICA EM CHAMAS
A nova ordem estratégica de Donald Trump
Os acontecimentos mais recentes indicam que a política externa dos Estados Unidos entrou em uma nova fase. A estratégia adotada por Donald Trump começa a reorganizar alianças militares, pressionar parceiros históricos e expandir a presença americana em regiões estratégicas do mundo.
Do Oriente Médio à América Latina, os movimentos recentes apontam para uma mudança significativa no equilíbrio geopolítico.

🇺🇦 Ucrânia vira peça-chave na guerra contra drones
A guerra no Oriente Médio agora envolve também a experiência militar adquirida pela Ucrânia no conflito contra a Rússia.
O presidente Volodymyr Zelensky confirmou o envio de especialistas ucranianos para auxiliar forças americanas a enfrentar drones Shahed, de origem iraniana.
Após lidar com mais de 50 mil drones durante a guerra, Kiev desenvolveu uma das maiores bases de dados do mundo sobre neutralização desse tipo de arma.
Em troca dessa cooperação técnica, Zelensky foi direto:
a Ucrânia busca o envio imediato de mísseis PAC-3 do sistema Patriot, essenciais para reforçar sua defesa aérea.
Na prática, trata-se de uma troca estratégica entre tecnologia militar e sobrevivência aérea.

🌎 América Latina entra novamente no radar militar dos EUA
Outro movimento que chama atenção é o retorno de uma estratégia que analistas associam à Doutrina Monroe, com maior presença americana no continente.
No Paraguai, o Senado aprovou um projeto que permite a entrada de militares dos EUA com imunidade diplomática e legal.
Isso significa que soldados americanos podem operar no país sem responder às leis locais, atuando principalmente no monitoramento da Tríplice Fronteira, região frequentemente associada a investigações sobre financiamento do Hezbollah.
No Equador, o presidente Daniel Noboa autorizou operações conjuntas com forças americanas.
Especialistas dos EUA já atuam no país como conselheiros estratégicos contra facções criminosas como Los Lobos e Los Choneros, agora classificadas por Washington como organizações terroristas.
Noboa também expulsou a missão diplomática de Cuba, alinhando o país de forma direta à política externa americana.

🇪🇺 Ruptura crescente entre Trump e aliados europeus
As operações militares no Oriente Médio também estão provocando tensões dentro da própria aliança ocidental.
A Espanha entrou em choque com Washington após o governo de Pedro Sánchez proibir o uso das bases de Morón e Rota para ataques ofensivos contra o Irã.
Trump reagiu classificando a Espanha como “perdedora” e ameaçando um embargo comercial contra produtos espanhóis.
Nem mesmo o Reino Unido escapou das críticas.
Trump atacou o primeiro-ministro Keir Starmer, afirmando que ele “não é Winston Churchill” e criticando a demora britânica em autorizar o uso da base estratégica de Diego Garcia.
Enquanto isso, Washington tem se aproximado de Berlim. Trump elogiou o governo alemão de Friedrich Merz, que tem apoiado as operações militares americanas no Oriente Médio.
🧭 Curadoria Xplora
Este briefing foi elaborado com base em informações divulgadas por veículos internacionais e análises de especialistas em segurança e geopolítica.
